CONQUISTAS

 

Thunderdome/ Tina Turner


 

 

 

 

 

BARACK, PRESIDENTE: O DISCURSO DA POSSE

 

 

Aqui me encontro hoje humilde diante da tarefa à nossa frente, agradecido pela confiança
depositada por vocês, atento aos sacrifícios feitos por
nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos
seus serviços a esta nação, assim como pela generosidade e pela
cooperação mostradas durante esta transição.

 

Quarenta e quatro americanos, até hoje, prestaram o juramento presidencial.
Suas palavras foram ditas durante a maré ascendente da
prosperidade e nas águas calmas da paz. Mas frequentemente
o juramento é prestado em meio a nuvens crescentes e
tempestades ruidosas. Nestes momentos a América foi em frente
não apenas graças ao talento e à visão daqueles no
poder, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos
ideais de nossos antecessores e aos nossos documentos fundadores.
Foi assim e deve ser assim com esta geração de americanos.

 

É bem sabido que estamos no meio de uma crise. Nossa nação está em guerra
contra uma rede de violência e ódio de longo alcance.
Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência
da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da
nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e
preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos;
empregos foram cortados; empresas destruídas. Nossa saúde
é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada
dia traz novas evidências de que a forma como usamos a
energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.
Eles [os desafios] não serão superados facilmente ou num curto
período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados.

 

Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas.
Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da
confiança por todo o nosso país. Um medo persistente de
que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima
geração deva ter objetivos menores.

 

Hoje
eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios
e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto
período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão
superados. (aplausos)

 

Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo,
a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia.

 

Neste
dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas
promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por
tempo demais estrangularam nossa política.

 

Ainda
somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras,
chegou a hora de acabar com as coisas de menino. Chegou a
hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela
nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso,
essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa
divina de que todos são livres, todos são iguais e todos
merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade.

 

Ao reafirmar
a grandeza de nossa nação, compreendemos que ela não é
um presente. Deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi
aquela de atalhos ou de quem se contenta com pouco.
Nunca foi o caminho dos fracos de coração – daqueles que
preferem o ócio ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres
da fortuna e da fama. Foi, isto sim, o dos que correm risco,
dos que fazem, dos que executam coisas – alguns
célebres, mas mais comumente homens e mulheres obscuros
em seu trabalho, que nos levaram pelo longo e áspero
caminho da prosperidade e da liberdade.

 

Por nós eles empacotaram suas pequenas posses mundanas e
viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.

 

Por nós
eles trabalharam em condições ruins e se estabeleceram
no oeste; suportaram o estalar do chicote e araram a terra dura.

 

Por nós eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg;
na Normandia e em Khe Sahn.

 

A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar
de novo o trabalho de refazer a América.

 

Mais
de uma vez esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram
e trabalharam até que suas mãos estivessem em carne viva
para que nós vivêssemos uma vida melhor. Eles viram uma
América maior que a soma de nossas ambições individuais;
maior que todas as diferenças de nascença ou riqueza ou partido.

 

Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais
próspera e mais poderosa na face da Terra. Nossos trabalhadores
não são menos produtivos que no início desta crise. Nossas
mentes não são menos inventivas, nossos bens e serviços não
são menos necessários que na semana passada, no mês passado
ou no ano passado. Nossa capacidade permanece intacta.
O tempo de deixar as coisas como estão, ou de proteger
pequenos interesses e adiar decisões desagradáveis, esse tempo
certamente passou. A partir de hoje, temos que nos levantar,
sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer
a América.

 

Para onde quer que olhemos, há trabalho a fazer. O estado da economia
exige ação, ousada e rápida, e nós vamos agir – não apenas
para criar novos empregos, mas para estabelecer novas fundações
para o crescimento. Construiremos as estradas e pontes,
as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio
e nos unem. Recolocaremos a ciência em seu devido lugar,
e usaremos as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade
de nosso atendimento de saúde e reduzir seu custo. Usaremos
o sol, os ventos e o solo para abastecer nossos carros
e fazer funcionar nossas fábricas. E transformaremos nossas
escolas e universidades para atender as exigências de uma nova
era. Podemos fazer tudo isso. E faremos tudo isso.

 

Ora,
alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso
sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias
são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens
e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a
um objetivo comum, e a necessidade à coragem.

 

O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés.
Que as disputas políticas vazias que nos consumiram
por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar
hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais,
mas se funciona – se ajuda as famílias a encontrar empregos
com salários decentes, assistência que possam pagar,
aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção
é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas
serão cortados. E aqueles que administram os dólares da
população terão que assumir suas responsabilidades:
gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer
negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar
a confiança que é vital entre um povo e seu governo.

 

Tampouco a pergunta diante de nós é se o mercado é uma força do bem
ou do mal. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade
não tem igual, mas esta crise nos fez lembrar que, sem um olhar
atento, o mercado pode sair do controle – e que uma nação não
pode prosperar por muito tempo se favorece apenas os
prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não
apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto, mas do
alcance de nossa prosperidade; e da nossa capacidade de
levar as oportunidades a todos os corações desejosos - não
por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para nosso
bem comum.

 

Saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher
e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos
prontos para liderar uma vez mais. Quanto à
nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a escolha entre
nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores,
diante de perigos que mal conseguimos imaginar, elaboraram
uma carta para assegurar o império da lei e os direitos do
homem, uma carta difundida pelo sangue de gerações.
Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los
em nome da praticidade. Assim, a todos os outros povos
e governos que estão assistindo hoje, das maiores
capitais ao vilarejo onde meu pai nasceu: saibam que a América é
amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que
busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos
prontos para liderar uma vez mais. (aplausos)

 

Lembrem-se que as gerações anteriores encararam o fascismo e o comunismo
não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças resolutas
e convicções duradouras. Elas entenderam que nosso poder, por
si só, não pode nos proteger, nem nos autoriza a fazer tudo
como queremos. Em vez disso, elas sabiam que nosso poder
cresce quando usado com prudência; que nossa segurança
emana da justeza de nossa causa, da força do nosso exemplo, as
sóbrias qualidades da humildade e do comedimento.

 

Somos os mantenedores desse legado. Guiados por esse exemplo uma vez
mais, podemos superar estas novas ameaças, que exigem um esforço
ainda maior, uma cooperação e uma compreensão ainda maiores
entre as nações.

 

Começaremos de forma responsável a deixar o Iraque para seu povo, e forjaremos
uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com velhos
amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente
para reduzir a ameaça nuclear e fazer recuar o espectro de
um planeta em aquecimento.

 

Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem fraquejaremos
em nossa defesa, e para aqueles que buscam atingir seus objetivos
induzindo ao terror e massacrando inocentes, dizemos a
vocês que nosso espírito é mais forte não pode ser quebrado;
vocês não sobreviverão a nós, e nós os derrotaremos. (aplausos)

 

Pois sabemos que a colcha de retalhos de nossa herança é uma força,
não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos,
judeus e hindus - e ateus. Somos formados de todas as
línguas e culturas, trazidas de todo canto desta Terra; e
porque provamos o fel amargo da Guerra Civil e da segregação,
e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos,
não podemos deixar de acreditar que os velhos ódios um dia
passarão; que as linhas tribais logo dissolver-se-ão; que
à medida que o mundo se torne menor, nossa humanidade
em comum revelar-se-á; e que a América deve exercer seu
papel no surgimento desta nova era de paz.

 

Ao mundo muçulmano: buscamos uma nova trilha adiante, baseada em interesses
mútuos e respeito mútuo. Àqueles líderes mundo afora que
buscam semear o conflito, ou pôr no Ocidente a culpa pelos
males de suas sociedades: saibam que o povo os julgará por
aquilo que vocês podem construir não pelo que vocês
destruírem. Àqueles que se agarram ao poder por meio de corrupção
e trapaças, e que silenciam opositores: saibam que vocês
estão do lado errado da história; mas que estendermos
a mão se vocês estiverem dispostos a descerrar seus punhos.

 

Aos povos das nações pobres: comprometemo-nos a trabalhar ao lado de vocês
para que suas fazendas floresçam e águas limpas possam fluir;
para alimentar corpos esfomeados e mentes famintas.
E àquelas nações como a nossa, que gozam de relativa
abundância, dizemos que não podemos mais aceitar a indiferença
ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir
os recursos do mundo sem pensar nos efeitos disso. Pois
o mundo mudou, e precisamos mudar junto com ele.

 

No momento
em que divisamos a estrada que surge diante de nós,
lembramo-nos com gratidão daqueles bravos americanos que neste
exato momento patrulham desertos longínquos e montanhas
distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis
caídos que repousam em Arlington murmurarão até o fim dos
tempos. Nós os homenageamos não apenas porque são os guardiões
de nossa liberdade, mas porque eles encarnam o espírito
do serviço; uma disposição para encontrar sentido
em algo maior que eles mesmos. Neste momento, um momento
que definirá uma geração, é exatamente este espírito que
devemos ter dentro de todos nós.

 

Pois, por mais que
os governos possam e devam fazer, no fim das contas é na fé
e na determinação do povo americano que esta nação confia.
É a gentileza de socorrer um estranho quando um dique é
destruído, a generosidade dos trabalhadores que
aceitam reduzir sua jornada de trabalho para que um amigo
não perca seu emprego, que nos fazem superar os piores
momentos. É a coragem do bombeiro que atravessa uma
escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição de um
pai para criar um filho, que decidem afinal a nossa sorte.

 

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos
podem ser novos. Mas os valores de que nosso êxito depende
– honestidade e trabalho duro; coragem e ética; lealdade
e patriotismo; essas coisas são antigas. Essas coisas são
verdadeiras.
Elas têm sido a força silenciosa do progresso ao longo de nossa história.
O que se exige, então, é um retorno a essas verdades.
O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade
– um reconhecimento, por parte de todo americano,
de que temos deveres para conosco, para com nossa nação e o mundo,
deveres que não devemos aceitar de mau grado, mas sim
agarrar com alegria, firmes na percepção de que não há nada
mais satisfatório para o espírito, mais definidor de nosso
caráter, que darmos o máximo de nós mesmos em uma
tarefa difícil.

 

Com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos
adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança
às gerações futuras.
Este é o preço e a promessa da cidadania.

 

Esta é a fonte de nossa confiança – a noção de que Deus nos pede que
definamos um destino incerto.

 

Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - razão pela
qual homens, mulheres e crianças de todas as raças e religiões
podem reunir-se em celebração nesta magnífica avenida,
e a razão pela qual um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás,
não poderia fazer um pedido num restaurante local, pode
agora comparecer diante de vocês para prestar um sacratíssimo
juramento.

 

Marquemos, pois, este dia, com a lembrança, daquilo que somos e do quão
longe chegamos. No ano do nascimento da América, no mês mais
frio do ano, um pequeno grupo de patriotas juntou-se diante
de fogueiras que se apagavam às margens de um rio congelado.
A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava
manchada de sangue. No momento em que o resultado de
nossa revolução parecia mais incerto, o pai de nossa nação
ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo:

 

“Façam saber ao mundo futuro… que nas profundezas do inverno, quando
nada a não ser a esperança e a virtude poderiam sobreviver..
que a cidade e o país, alarmados por um perigo comum,
ergueram-se para vencê-lo”.

 

América.
Diante de nossos perigos comuns, neste inverno de dificulades,
lembremos estas palavras atemporais. Com esperança e
virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes
geladas e suportar quaisquer tempestades que surgirem.
Que os filhos de nossos filhos possam dizer que, quando fomos
testados, nos recusamos a permitir o fim desta jornada, que
não viramos as costas nem fraquejamos; e com os olhos fixos
no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos
adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança
às gerações futuras.
Muito obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os
Estados Unidos da América.” (aplausos)

Fonte:revistaepoca

 

 

 

 

BARACK RUSSEIN OBAMA JÚNIOR, O PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO

 

 


Barack Obama é o "cara"

 

 


Barack, Orgulho do mundo





Ao vencer as eleições desta terça-feira, o democrata Barack
Obama, 47 anos, se tornou o primeiro presidente negro dos
Estados Unidos. Com notável habilidade retórica e um
discurso concentrado na palavra “mudança”, Obama se
apresentou, durante a campanha, como a voz
de uma nova geração.



Obama, as filhas e a mulher

Nascido em Honolulu, no Havaí, em 4 de agosto de 1961, Obama é
filho de Barack Obama Sr., um economista queniano educado
em Harvard, e de Ann Dunham, nascida em Wichita, Kansas,
Estado incrustado no coração dos EUA.

Os dois se conheceram quando estudavam na Universidade do Havaí,
no fim da década de 50. Porém, com o divórcio de seus
pais e o novo casamento de sua mãe, Obama deixou os
Estados Unidos e foi morar com ela na Indonésia.

Durante o longo período que viveu no exterior, Obama diz ter
aprendido a enxergar as extremas desigualdades do
mundo. "Conscientizei-me das enormes diferenças de oportunidades
que existem em muitos países. Soube quão pobres algumas
pessoas podem ser, e percebi como a corrupção pode frustrar
as oportunidades", afirmou.

Em sua biografia, Obama conta que voltou a morar no Havaí quando
já era adolescente, época em que experimentou maconha e
cocaína. Anos mais tarde, estudou Ciências Políticas na
Universidade de Columbia e graduou-se em Direito em Harvard,
onde foi o primeiro negro a ocupar o cargo de
presidente da influente publicação “Harvard Law Review”.


CARREIRA POLÍTICA





Obama iniciou a carreira política em Chicago, no Estado de
Illinois, centro-oeste dos Estados Unidos, como advogado
especialista em direitos civis. Foi professor de Direito
Constitucional na Universidade de Chicago antes de ser eleito
deputado estadual em Illinois, cargo que ocupou de 1996 a
2004, quando se candidatou ao Senado.

Depois de derrotar Blair Hull nas primárias democratas e o
republicano Jack Ryan nas eleições gerais - com mais de 70%
dos votos - , Obama se tornou o terceiro senador negro da
história dos Estados Unidos. No Senado, mostrou-se um
legislador habilidoso e capaz de trabalhar com os membros dos
dois partidos mantendo firme seu perfil de liberal moderado.

Batizado por alguns como "a grande esperança branca", por
encarnar o sonho de reconciliação num país com profundas
divisões raciais, o senador ganhou relevância no panorama
político americano durante a convenção nacional do Partido
Democrata em Boston, em 2004.

"Não existem Estados Unidos negros e Estados Unidos brancos,
Estados Unidos latinos e Estados Unidos asiáticos. Somos um
único povo, todos jurando fidelidade à bandeira estrelada,
todos defendendo os Estados Unidos da América",
exclamou então, arrancando aplausos da multidão.

Ajudado por um carisma irresistível e um enorme sorriso, Obama
ganhou uma popularidade digna de uma estrela do rock.
Seus dois livros autobiográficos, "The Audacity of
Hope" ("A audácia da esperança") e "Dreams from my father"
("Sonhos do meu pai") se transformaram em best-sellers nos
EUA e em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Obama
mora em Chicago com a mulher, Michaelle, e as filhas Malia,
10 anos, e Sasha, 7 anos.


POSIÇÕES POLÍTICAS




Campanha na África


Obama baseou sua campanha à presidência dos EUA no "voto que
ele não deu". Todos os seus rivais que estavam no Senado
em 2002 votaram a favor da resolução que autorizava o
presidente Bush a usar a força no Iraque. Na época, ele ainda
era deputado, mas disse que, se estivesse no
Congresso, teria votado contra.

"A invasão irracional do Iraque vai despertar os piores impulsos
no mundo árabe e fortalecer a Al-Qaeda. Não me oponho a todas
as guerras, somente às guerras burras", disse
em 2002, na Assembléia Legislativa de Illinois. Ele
defende a retirada gradual das tropas do Iraque e,
quando já era senador, votou contra o aumento de tropas
proposto por Bush.

Em seu plano de governo, o democrata afirma que vai mudar a
política atual dos EUA sobre os problemas climáticos e
instituir um "mercado de carbono" para reduzir as
emissões dos EUA em 80% até 2050. Além disso, defende
combustíveis alternativos e limitação de emissões
em automóveis.






Muitas comemorações


Obama é mais cauteloso em suas posições liberais quando
o assunto é imigração. Ele votou a favor da cerca
que protege a fronteira americana com o México e apoiou
o aumento de verbas para fiscalizar os imigrantes ilegais
proposto por Bush.

Em questões morais e de saúde pública, Obama se mostra
a favor do direito da mulher abortar e não se opõe
a união civil entre homossexuais. Ele também pretende
universalizar o serviço de assistência médica dos
Estados Unidos.


FRASES




Vibrações mil



"Cooperação entre nações não é uma escolha. É o único caminho.
O caminho para garantir a segurança do nosso povo.
Por isso, o maior perigo de todos é deixar que novos muros
cresçam entre nós" -- 24 de julho de 2008,
em discurso para mais de 200 mil pessoas em Berlim
"América, este é nosso momento. Este é o nosso tempo.
Nosso tempo de virar a página das políticas do passado. Nosso
tempo de trazer nova energia e novas idéias para os desafios que
enfrentamos. Nossa página de oferecer uma nova direção a
esse país que amamos" -- 3 de
junho de 2008, no discurso que
comemorava a vitória nas primárias democratas.
"Sou filho de um homem negro do Quênia e de uma mulher branca do
Kansas. (...) Trata-se de uma história que não fez de mim
o mais convencional dos candidatos. Mas ela tornou parte
de minha composição genética a idéia de que este país é mais
que a soma de suas partes --a idéia de que, múltiplos, sejamos um
só" -- 19 de março de 2008, em discurso sobre raça
"Chegou a hora de trazer as tropas para casa. Chegou o momento
de admitir que não há quantidade de vidas americanas
capaz de resolver o desacordo político que jaz no fundo da
guerra civil de outro país" -- fevereiro de 2007, ao anunciar
em Illinois que iria se candidatar à presidência
"Não existem Estados Unidos negros e Estados Unidos brancos,
Estados Unidos latinos e Estados Unidos asiáticos. Somos um
único povo, todos jurando fidelidade à bandeira estrelada,
todos defendendo os Estados Unidos da América" -- agosto de
2004, na Convenção Democrata que oficializou a candidatura



Vitória é a palavra



 

BARACK OBAMA: BIOGRAFIA

 

Filho do queniano Barack Obama, e da norte-americana Ann Dunham,
Barack Hussein Obama Jr. passou parte da infância no
Havaí e na Indonésia, para onde sua mãe se mudou depois de
divorciar-se do pai e se casar novamente. Aos dez anos,
porém, o menino retornou ao Havaí, onde viveu sob os
cuidados dos avós maternos.
Adolescente, mudou-se para Nova York onde cursou ciências
políticas na Universidade Colúmbia. A seguir, graduou-se
também em direito pela Universidade de Harvard. Iniciou sua
carreira política na cidade de Chicago, Illinois, onde foi
líder comunitário e professor de direito constitucional.
Casou-se em 1992 com Michelle e tem duas
filhas, Malia e Sasha.
Em 1996, foi eleito para o Senado de Illinois (órgão do poder
Legislativo local), onde permaneceu até 2004. Em 2000, tentou
sem sucesso eleger-se para a House of Representatives, que
equivale à Câmara dos Deputados do Congresso norte-americano.
Quatro anos mais tarde, foi eleito para o Senado
dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, assumindo seu
mandato em 4 de janeiro de 2005.
No Senado, Obama integrou diversas comissões e obteve destaque
por sua atuação, o que lhe permitiu postular a candidatura à
Presidência da República, em fevereiro de 2007. Em campanha,
sua plataforma se compõe de três elementos essenciais: o fim
da guerra do Iraque, a obtenção da auto-suficiência
energética dos Estados Unidos e a universalização dos
serviços de saúde no país.
Para tornar-se o candidato oficial dos democratas, contudo,
Barack Obama precisou vencer a outra postulante do Partido, a
senadora Hillary Clinton, numa disputa acirrada, que quase
provocou estragos aos próprios democratas na corrida
presidencial.
Em julho de 2008, a campanha de Obama ganhou cenário
internacional: o candidato foi ao Afeganistão, ao Iraque,
Jordânia e Israel, bem como à Inglaterra, França e Alemanha.
Na capital deste último país, Berlim, Obama reuniu
cerca de 200 mil pessoas para ouvi-lo.
A partir das evidências de que a economia norte-americana entrava
numa crise de proporções ainda não dimensionadas, o

que desgastou definitivamente o presidente George W. Bush
e o Partido Republicano, Obama começou a se impor sobre o
adversário John McCain nas pesquisas de opinião pública.
Em novembro, Obama venceu o concorrente e foi eleito o 44o
presidente dos Estados Unidos, sendo aclamado como o primeiro
negro a governar o país. Mas o próprio Obama deixa
claro que essa questão racial é secundária. Em suas
palavras: "Não há uma América negra e uma América branca e
uma América latina e uma América asiática. Há os Estados
Unidos da América".
Para seus simpatizantes, Obama é um político único e estimulante
como o presidente John F. Kennedy e não há dúvida
de que exibe um carisma semelhante ao de Kennedy. Por
outro lado, seus adversários o acusam de ser nada mais que um
orador eloqüente, de idéias ingênuas e políticas
econômicas que tendem ao socialismo.
Também se fala da inexperiência de Obama, particularmente nas
questões internacionais mais tensas, como o papel dos Estados
Unidos no Iraque. Para compensar essa situação, foi escolhido
como vice-presidente Joe Biden, senador por Delaware, um dos
políticos há mais tempo em atividade no Congresso norte-
americano, com seis mandatos no Senado.
Fonte: Senado dos Estados Unidos/
The New York Times/Folha de S. Paulo









 

 

 

 

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